A Luz que Deve Brilhar
- escritorhoa
- há 6 dias
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Liturgia Diária:
Dia 29/01/2026 – Quinta-feira
Evangelho: Marcos 4,21-25
Naquele tempo, Jesus dizia à multidão: “Será que se traz uma lâmpada para colocá-la debaixo do alqueire ou debaixo da cama? Não é para colocá-la no candeeiro? Pois não há nada de escondido que não deva ser manifestado, e nada de oculto que não deva ser revelado. Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça”. E dizia-lhes ainda: “Prestai atenção ao que ouvis. Com a medida com que medirdes, sereis medidos, e ainda mais vos será dado. Pois a quem tem, mais será dado; e a quem não tem, até o que tem lhe será tirado”.

Reflexão:
O Evangelho apresenta o ensinamento de Jesus sobre a luz e a responsabilidade que acompanha o dom recebido. No sentido literal, Cristo afirma que a lâmpada não foi feita para permanecer escondida, mas para iluminar. A Palavra acolhida não pode ser guardada egoisticamente; ela tende, por sua própria natureza, a manifestar-se. O Reino de Deus não é realidade secreta, mas luz destinada a alcançar todos.
Alegoricamente, a lâmpada é o próprio Cristo, luz do mundo, e também a fé que Ele acende no coração dos discípulos. São Jerônimo ensina que “quem recebe a luz de Cristo torna-se luz para os outros” (Commentarii in Matthaeum, IV). Esconder a luz significa negar o testemunho, enquanto colocá-la no candeeiro é viver de modo coerente com o Evangelho.
No plano moral, Jesus adverte sobre a escuta responsável da Palavra. O Catecismo recorda que a fé exige adesão livre e compromisso concreto de vida (CIC, 1816). A medida com que o homem responde à graça determina sua capacidade de acolher dons maiores. Santo Agostinho observa: “Deus aumenta seus dons naquele que não os despreza” (Sermo 43, 4). A negligência espiritual empobrece; a fidelidade dilata o coração.
Anagogicamente, a revelação plena da luz aponta para o juízo final, quando todas as obras serão manifestadas. A vida cristã caminha para esse encontro definitivo, no qual a verdade resplandecerá sem sombras. Aquele que vive na luz não teme a revelação, pois já permite que Deus ilumine suas escolhas.
Este Evangelho interpela cada fiel a examinar se sua fé tem sido visível e fecunda. Não basta ouvir a Palavra; é necessário deixá-la transformar a vida e irradiar-se em obras. A luz recebida é dom e missão. Quem a acolhe com generosidade cresce na graça; quem a esconde perde até o pouco que recebeu. Assim, Jesus convida à vigilância interior, à escuta atenta e ao testemunho corajoso. A luz do Reino, quando vivida com fidelidade, ilumina o próprio caminho e se torna sinal de esperança para o mundo, conduzindo todos à verdade que salva.
Pensamentos para Reflexão Pessoal:
1. Tenho escondido ou testemunhado a luz da fé em minha vida cotidiana?
2. Com que medida tenho respondido à Palavra que recebo?
3. Permito que a luz de Cristo ilumine minhas escolhas mais concretas?
Mensagem Final:
Cristo acende em ti a luz do Reino para que ilumines o mundo. Não a escondas por medo ou comodismo. Escuta a Palavra com atenção e vive segundo ela. Quanto mais fiel fores, mais graça receberás. Deixa a luz de Cristo brilhar em tuas obras, para que outros encontrem o caminho da verdade, da esperança e da vida em Deus.




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