A Unidade que Nasce do Amor de Deus
- escritorhoa
- 21 de mai.
- 3 min de leitura
Liturgia Diária:
Dia 21/05/2026 - Quinta-feira
Evangelho: João 17,20-26
Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao céu e rezou, dizendo: “Eu não rogo somente por eles, mas também por aqueles que vão crer em mim pela sua palavra, para que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, e para que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste. Eu dei-lhes a glória que tu me deste, para que sejam um, como nós somos um: eu neles e tu em mim, para que assim eles cheguem à perfeição da unidade e o mundo reconheça que tu me enviaste e os amaste como amaste a mim. Pai, aqueles que me deste, quero que estejam comigo onde eu estiver, para que contemplem a minha glória que me deste, porque me amaste antes da fundação do mundo. Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheci, e estes reconheceram que tu me enviaste. Eu lhes fiz conhecer o teu nome e continuarei a fazê-lo conhecer, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu mesmo esteja neles”.

Reflexão:
Neste Evangelho, Cristo conclui sua oração sacerdotal intercedendo não apenas pelos apóstolos, mas por todos os que creriam nele ao longo dos séculos. No sentido literal, Jesus pede ao Pai a unidade dos discípulos: “para que todos sejam um”. Esta unidade não é simples acordo humano, mas participação na comunhão divina.
No sentido alegórico, contemplamos a Igreja unida à Trindade. Cristo deseja que os fiéis estejam inseridos no amor eterno entre o Pai e o Filho. Santo Agostinho ensina que a unidade da Igreja é reflexo da unidade divina (Tratados sobre João, 110). Assim, a comunhão entre os cristãos não nasce de interesses terrenos, mas do amor de Deus derramado nos corações.
Jesus afirma: “Eu lhes dei a glória que tu me deste”. Esta glória refere-se à graça divina, que transforma a alma e a torna participante da vida de Deus. O Catecismo ensina que a graça santificante nos torna filhos adotivos e participantes da natureza divina (CIC, §1997).
No sentido moral, este Evangelho nos chama à vivência da caridade e da unidade. Divisões, rivalidades e orgulho contradizem a oração de Cristo. São João Crisóstomo afirma: “Nada enfraquece mais o testemunho cristão do que a divisão” (Homilias sobre João, 81). O cristão deve buscar a reconciliação, a humildade e a comunhão na verdade.
Cristo também deseja que seus discípulos contemplem sua glória. No sentido anagógico, esta promessa aponta para o Céu, onde os fiéis verão Deus face a face e participarão plenamente de sua alegria. O Catecismo de São Pio X ensina que a felicidade eterna consiste na visão e posse de Deus para sempre.
Além disso, Jesus revela seu amor eterno: “porque me amaste antes da fundação do mundo”. Esta afirmação manifesta a eternidade do Filho e o amor infinito da Trindade.
Cristo promete continuar revelando o nome do Pai, para que o amor divino habite nos discípulos. A vida cristã, portanto, é participação neste amor eterno.
Assim, o discípulo é chamado a viver na unidade, permanecer na graça e caminhar rumo à contemplação eterna da glória de Deus.
Pensamentos para Reflexão Pessoal:
1. Tenho contribuído para a unidade e a caridade dentro da Igreja e da minha comunidade?
2. Minha vida manifesta o amor de Deus ou alimenta divisões e orgulho?
3. Vivo com o desejo sincero de contemplar eternamente a glória de Cristo?
Mensagem Final:
Vive na unidade e no amor que vêm de Deus. Não permitas que o orgulho ou as divisões afastem teu coração da comunhão com Cristo. Busca permanecer na graça e cultivar a caridade verdadeira. Caminha com esperança, lembrando que foste chamado a participar da glória eterna do Senhor, onde o amor de Deus será plenitude e alegria sem fim.




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