Da Incredulidade à Missão
- escritorhoa
- 11 de abr.
- 3 min de leitura
Liturgia Diária:
Dia 11/04/2026 - Sábado
Evangelho: Marcos 16,9-15
Depois de ressuscitar, na madrugada do primeiro dia da semana, Jesus apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual havia expulsado sete demônios. Ela foi anunciá-lo aos que tinham estado com Ele, os quais estavam aflitos e chorando. Quando ouviram que Ele estava vivo e fora visto por ela, não acreditaram. Em seguida, Jesus apareceu, sob outra forma, a dois deles que iam pelo caminho para o campo. Eles voltaram e anunciaram aos outros, mas também não acreditaram. Por fim, Jesus apareceu aos onze, quando estavam à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e a dureza de coração, porque não tinham acreditado naqueles que o tinham visto ressuscitado. E disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura”.

Reflexão:
Neste Evangelho, contemplamos a passagem da incredulidade à missão. Jesus ressuscitado aparece primeiro a Maria Madalena, sinal de que Deus escolhe os humildes para manifestar sua glória. Santo Agostinho afirma: “Ela anunciou aos discípulos aquilo que viu” (Tratado sobre João, 121).
Contudo, os discípulos não acreditam. Literalmente, isso revela a dificuldade humana em acolher o mistério da ressurreição. A tristeza e o medo fecham o coração. São Gregório Magno ensina: “A incredulidade dos discípulos serviu para fortalecer a nossa fé” (Homilia 16 sobre os Evangelhos).
Jesus aparece novamente e confirma a verdade, mas encontra resistência. A dureza de coração é obstáculo à graça. O Catecismo ensina que o homem pode resistir à ação de Deus (cf. CIC 160). Moralmente, somos chamados à docilidade interior.
Quando Jesus finalmente se manifesta aos onze, Ele não apenas os corrige, mas os envia. A missão nasce da misericórdia. São João Crisóstomo observa: “Aqueles que foram fracos tornam-se fortes pela graça” (Homilia sobre Marcos).
A ordem “Ide pelo mundo inteiro” revela a universalidade da salvação. Alegoricamente, o mundo representa todos os povos, chamados à fé. São Tomás de Aquino ensina que a verdade do Evangelho deve ser anunciada a todos (Suma Teológica, II-II, q.1, a.1).
Anagogicamente, a missão aponta para a reunião final de todos os eleitos no Reino de Deus. Santo Ambrósio afirma: “A Igreja se estende até os confins da terra” (Exposição sobre Lucas).
Assim, o Evangelho mostra que Deus não rejeita a fraqueza humana, mas a transforma. A incredulidade dos discípulos é vencida pela presença de Cristo.
Também nós experimentamos dúvidas e resistências. Contudo, o Senhor continua a nos chamar e a nos enviar. A fé cresce quando acolhemos a verdade e nos abrimos à graça.
Não devemos permanecer fechados, mas escutar o testemunho da Igreja. A Palavra anunciada gera fé no coração.
Por fim, Cristo nos envia em missão. Não podemos guardar para nós a alegria da ressurreição. Cada cristão é chamado a ser testemunha.
Portanto, deixemos a incredulidade, abramos o coração à verdade e anunciemos o Evangelho com coragem, para que o mundo conheça Cristo e seja salvo por seu amor.
Vivamos com confiança, pois Deus age mesmo em nossa fraqueza. Ele transforma nossas limitações em instrumentos de graça. Permaneçamos fiéis à missão recebida, certos de que o Senhor caminha conosco e confirma sua Palavra com poder e amor em todos os tempos.
Pensamentos para Reflexão Pessoal:
1. Tenho resistido à ação de Deus por incredulidade ou aberto meu coração à fé?
2. Acolho o testemunho da Igreja com confiança e docilidade?
3. Tenho vivido a missão de anunciar o Evangelho com coragem e fidelidade?
Mensagem Final:
Cristo transforma a incredulidade em missão e a fraqueza em força. Não permaneça fechado, mas acolha a verdade com fé viva. Ele te envia ao mundo para anunciar o Evangelho. Confie na graça, supere o medo e seja testemunha fiel. Assim, sua vida se tornará instrumento de salvação e sinal do amor de Deus para todos que buscam a verdade.




Comentários