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O Coração da Lei: Jesus, o Shemá Israel e o Amor em Marcos 12,28b-34

Atualizado: 18 de dez. de 2025


ARTIGO - SHEMÁ ISRAEL EM MARCOS
PODCAST - SHEMÁ ISRAEL EM MARCOSCaminho de Fé

INTRODUÇÃO

Há perguntas que atravessam os séculos porque atingem o núcleo da vida diante de Deus. No pátio do Templo, um escriba se aproxima de Jesus e pergunta: “Qual é o primeiro de todos os mandamentos?” (Mc 12,28b). A cena acontece em meio a debates e armadilhas, quando muitos tentam medir, contestar ou desacreditar a autoridade do Senhor. Justamente ali, Jesus não oferece um conselho moral, mas define o coração da Lei com autoridade divina: proclama o Shemá, confessa o Deus único e ordena o amor total; em seguida, une a esse amor o mandamento do próximo, como duas faces inseparáveis da mesma fidelidade.

Este encontro é decisivo porque mostra que o cristianismo não nasce contra a Escritura, mas do seu cumprimento em Cristo. Ao colocar o Shemá no centro, Jesus confirma de modo definitivo o que Israel rezava diariamente: Deus é um, e deve ser amado acima de tudo. Porém, Ele também revela a forma plena desse amor: um coração inteiro para Deus que necessariamente se traduz em caridade concreta para com o irmão. Por isso, quando o escriba reconhece que tal amor “vale mais do que holocaustos e sacrifícios”, Jesus o conduz ao limiar do mistério: “Não estás longe do Reino de Deus”.

Neste artigo, meditaremos Marcos 12,28b-34 como chave de leitura da vida cristã. Veremos o contexto do diálogo, o alcance da resposta de Jesus, a união entre adoração e caridade, e a exigência de passar do entendimento ao discipulado. A Palavra que ecoa no Templo deseja ecoar também em nós: escutar, amar e seguir. Que o Senhor, pela graça, nos faça atravessar a distância pequena, porém real, entre estar “perto” do Reino e entrar nele de verdade. Assim, ao contemplarmos Jesus no Templo, peçamos que Ele purifique nosso culto e acenda em nós a caridade perfeita hoje.

Jesus ensina ao escriba o maior mandamento no Templo de Jerusalém, revelando que amar a Deus e ao próximo é o centro da Lei divina.

2. DO SHEMÁ AO REINO DE DEUS

2.1. O cenário em Marcos: o Templo e a autoridade de Jesus

Em Marcos 12, a pergunta sobre o primeiro mandamento não surge num ambiente neutro. Jesus já entrou em Jerusalém, purificou o Templo e, desde então, a sua autoridade é colocada à prova por sucessivas controvérsias. Chefes dos sacerdotes, escribas e anciãos o interpelam: “Com que autoridade fazes estas coisas?”; depois vêm armadilhas mais refinadas, como a questão do tributo a César e a disputa com os saduceus sobre a ressurreição. O evangelista constrói, assim, um cenário de confronto em que a palavra de Jesus se impõe não por retórica, mas por verdade e soberania espiritual.

É nesse clima que aparece o escriba de Mc 12,28. Diferente de quem busca apenas acusação, ele percebe que Jesus “respondeu bem” aos adversários e, por isso, pergunta pelo mandamento principal. A cena acontece no espaço sagrado do Templo, onde Israel oferecia sacrifícios e proclamava a Lei: lugar simbólico para discutir o que realmente agrada a Deus. Ao responder, Jesus não cita o Shemá como uma opinião entre escolas rabínicas; Ele o proclama como norma definitiva e, em seguida, une-o ao amor ao próximo, mostrando o coração da Lei.

O detalhe final confirma o peso da resposta: após o diálogo, “ninguém mais ousava interrogá-lo”. Marcos quer que o leitor veja nesta passagem um momento de decisão: a autoridade de Jesus ilumina a Escritura, ordena os mandamentos e revela a proximidade do Reino. A discussão, portanto, não é acadêmica. Ela toca o culto, a moral e a salvação: quem reconhece o essencial está “não longe” do Reino, mas ainda é chamado a dar o passo do discipulado.

Além disso, Marcos mostra que a questão nasce dentro do judaísmo fiel, não fora dele. O escriba concorda com Jesus e confessa a unicidade de Deus, ecoando o Shemá. Ao destacar essa concordância, o Evangelho prepara o leitor para compreender que a reforma começa interiormente: amar a Deus e ao próximo purifica o culto e abre o Reino plenamente.

2.2. A pergunta do escriba: o que é “primeiro” diante de Deus?

A pergunta do escriba é simples e, ao mesmo tempo, decisiva: “Qual é o primeiro de todos os mandamentos?” (Mc 12,28b). Ele não pergunta por um mandamento “qualquer”, mas pelo primeiro, pelo princípio que ordena todos os demais. No tempo de Jesus, os mestres discutiam frequentemente a “hierarquia” dos preceitos: como resumir a Lei sem traí-la, como discernir o essencial em meio a muitos mandamentos, como evitar uma religião feita apenas de minúcias e disputas. A pergunta, portanto, toca o coração da vida religiosa: o que Deus realmente quer?

Marcos sugere que esse escriba não está ali apenas para armar uma cilada. Ele se aproxima porque reconhece que Jesus “respondeu bem” aos que o interrogavam. Há, na cena, um tom de busca sincera: o escriba parece desejar uma síntese verdadeira, capaz de sustentar a fidelidade a Deus. Isso é importante, porque o Evangelho não opõe “Lei” e “graça” como se a Lei fosse inimiga; o problema é quando a Lei é usada sem amor, sem verdade e sem conversão.

Ao perguntar pelo primeiro mandamento, o escriba também coloca em jogo a unidade interior da religião. Se o culto do Templo é central, qual é o fundamento do culto? Se os sacrifícios são oferecidos, o que dá valor ao sacrifício? Se há mandamentos numerosos, qual é o fio que os amarra e lhes dá sentido? A pergunta, no fundo, é a pergunta sobre a ordem do amor: o que deve vir antes, o que deve guiar, o que não pode ser negociado.

E é justamente aí que a resposta de Jesus se torna tão luminosa. Ele não oferece uma “opinião” entre escolas; Ele revela o núcleo da Lei com autoridade: Deus único e amor total, do qual brota necessariamente o amor ao próximo. Quem entende isso já está perto do Reino — mas ainda é chamado a dar o passo decisivo: viver o que reconheceu.

2.3. Jesus proclama o Shemá: Deus único e amor total

A resposta de Jesus começa de modo solene: “O primeiro é: Escuta, Israel…”. Em vez de escolher um preceito isolado, Ele retoma a profissão de fé que, há séculos, sustentava a identidade do povo de Deus. O Shemá não é um detalhe devocional; é a espinha dorsal da Aliança. E é precisamente Jesus quem o coloca no centro, declarando-o “o primeiro de todos os mandamentos”. Aqui está o ponto decisivo para o nosso foco: a autoridade do Shemá é confirmada de modo definitivo pelo próprio Senhor. Não é apenas um rabino repetindo uma tradição venerável; é o Messias que, no Templo, diante dos mestres da Lei, estabelece com clareza o que está no coração da vontade de Deus.

Ao proclamar “o Senhor nosso Deus é o único Senhor”, Jesus reafirma o fundamento do primeiro mandamento: Deus é único, absoluto, sem concorrentes. Essa unicidade não é uma tese abstrata; ela exige uma consequência concreta: se Deus é um, o coração não pode ser dividido. Por isso, a afirmação de fé desemboca imediatamente no mandamento do amor: “Amarás o Senhor teu Deus…”. A fé bíblica não separa confissão e vida; aquilo que se professa com os lábios deve organizar afetos, escolhas e prioridades. Jesus confirma, assim, que a verdadeira religião não é feita de fragmentos — um pouco de culto, um pouco de moral, um pouco de tradição — mas de um centro que ordena tudo: Deus amado acima de todas as coisas.

Marcos, com sua precisão catequética, preserva a totalidade desse amor com quatro expressões: coração, alma, entendimento e força. Essas palavras não descrevem “partes” separadas do ser humano, mas a pessoa inteira diante de Deus. “Coração” é o centro das decisões; é onde se escolhe, se consente, se resiste. “Alma” indica a vida inteira, a existência concreta e a profundidade do ser. “Entendimento” aponta para a inteligência que acolhe a verdade e se deixa iluminar por ela: amar a Deus inclui pensar segundo Deus, crer, aderir, rejeitar o erro. E “força” abraça aquilo que sustenta a vida: energia, tempo, recursos, perseverança, trabalho — tudo aquilo que pode ser oferecido ou desperdiçado.

Com isso, Jesus elimina duas deformações comuns. A primeira é reduzir o amor a um sentimento passageiro: o Shemá pede um amor que governa a vontade e se manifesta em fidelidade. A segunda é imaginar que basta um culto exterior para agradar a Deus: amar com “todo” o ser significa que o coração precisa estar inteiro, sem reservas secretas e sem idolatrias disfarçadas. Esse amor total é, ao mesmo tempo, mandamento e caminho de liberdade: quando Deus ocupa o primeiro lugar, todas as outras coisas encontram o seu lugar justo.

Assim, na boca de Cristo, o Shemá torna-se mais do que uma fórmula repetida: torna-se critério. Jesus revela que o centro da Lei é amar a Deus por inteiro. E, porque Ele fala com autoridade, essa palavra não fica no nível da teoria: ela se torna apelo pessoal. Diante do Senhor, não basta saber que Deus é um; é preciso deixar que essa verdade unifique a vida, purifique o coração e converta o amor em obediência fiel.

2.4. O segundo mandamento inseparável: amar o próximo

Depois de proclamar o Shemá como primeiro mandamento, Jesus acrescenta imediatamente: “O segundo é este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mc 12,31). Esse “segundo” não aparece como um apêndice opcional, mas como um mandamento inseparável do primeiro. Com isso, o Senhor revela algo decisivo: o amor a Deus não pode ser verdadeiro se não se torna, necessariamente, amor concreto ao irmão. E, ao mesmo tempo, o amor ao próximo perde seu fundamento quando se separa de Deus e se reduz a mera simpatia, filantropia ou afinidade humana.

Jesus une Dt 6,4-5 a Lv 19,18 e, nessa união, mostra a arquitetura inteira da vida moral: Deus no centro e, a partir desse centro, o próximo amado. A ordem é importante. Primeiro, Deus é reconhecido como único Senhor; depois, Deus é amado com todo o ser; então, desse amor nasce um modo novo de olhar o outro. O próximo não é amado apenas porque “gosto dele”, porque “me faz bem” ou porque “pensa como eu”, mas porque pertence a Deus, carrega sua dignidade e está sob o mesmo chamado à salvação. Assim, o amor ao próximo é, por natureza, um amor teologalmente orientado: ele brota do amor a Deus e é vivido diante de Deus.

A expressão “como a ti mesmo” não canoniza o egoísmo, nem manda medir o amor ao outro pela nossa vaidade. Ela indica medida e sinceridade: assim como espontaneamente buscamos o nosso bem, evitamos o dano e desejamos a vida, assim devemos querer o bem do outro, evitar-lhe o mal e promover aquilo que o conduz à verdade e à salvação. Amar o próximo, no sentido bíblico, inclui misericórdia concreta — acolher, socorrer, perdoar, reparar, partilhar —, mas também inclui justiça e verdade: não é amor autêntico apoiar o pecado do outro, nem é caridade calar diante do que o destrói. O amor cristão não é conivência; é benevolência ordenada ao bem real.

Ao afirmar: “Não há outro mandamento maior do que estes”, Jesus fecha qualquer tentativa de separar religião e vida. Não existe culto que agrade a Deus se o coração despreza o irmão; e não existe ética verdadeiramente humana se ignora Deus como fundamento do bem. Aqui, o Evangelho toca o centro da santidade: um coração unificado, que ama a Deus acima de tudo e, por isso mesmo, aprende a amar o próximo com paciência, firmeza e misericórdia. Quem acolhe essa síntese já começou a respirar o ar do Reino — e é preparado para compreender, em seguida, por que esse amor “vale mais do que holocaustos e sacrifícios”.

2.5. “Mais que holocaustos”: o culto verdadeiro e o coração

A resposta do escriba em Marcos é uma das chaves mais fortes de toda a cena: amar a Deus “com todo o coração, com todo o entendimento e com toda a força” e amar o próximo “vale mais do que todos os holocaustos e sacrifícios” (Mc 12,33). Essa frase não nasce de desprezo pelo culto do Templo, mas de uma intuição bíblica muito antiga: Deus não se deixa “comprar” por ritos exteriores quando o coração permanece fechado à conversão. O Senhor não rejeita a liturgia; Ele rejeita a liturgia vazia. Quando o culto se torna mera formalidade, sem fé, sem caridade e sem retidão, ele perde a sua verdade interior.

Aqui ecoa toda a voz dos profetas, que denunciaram sacrifícios oferecidos por mãos manchadas de injustiça e por lábios que honravam a Deus, mas tinham o coração longe dele. A intenção não era destruir o culto instituído, e sim curá-lo: recolocar Deus no centro e restaurar a unidade entre adoração e vida. Marcos, ao colocar essas palavras nos lábios de um escriba, mostra que dentro do próprio judaísmo havia a consciência de que o que agrada a Deus é o coração convertido, e não o espetáculo religioso.

Mas é importante compreender isso com precisão católica. Dizer que o amor “vale mais” do que holocaustos não significa que o culto seja dispensável, nem que a religião se reduza a ética. O que está em jogo é a ordem verdadeira: o culto só é verdadeiro quando expressa fé viva e caridade real; e a caridade só se sustenta quando nasce de um coração que reconhece o Deus único e o adora. Por isso, a síntese de Jesus não opõe amor e culto como inimigos; ela revela o critério do culto autêntico. Se eu ofereço algo a Deus, mas desprezo o irmão, meu gesto se contradiz. Se eu rezo, mas me recuso a perdoar, minha oração se torna acusação contra mim mesmo.

Em Cristo, essa verdade chega ao seu cumprimento. Jesus não veio abolir a adoração, mas levá-la à plenitude: Ele mesmo é o Sacerdote e a Vítima, oferecendo ao Pai o sacrifício perfeito, “em espírito e verdade”, com obediência total e amor até o fim. Por isso, o verdadeiro holocausto se torna o próprio Cristo, cujo coração é inteiramente do Pai e inteiramente voltado para salvar os homens. E a Igreja, unida ao seu Senhor, aprende que a liturgia não pode ser separada da vida moral: a Missa exige conversão, e a conversão encontra na Missa sua fonte e força.

Assim, a frase “mais que holocaustos” não nos empurra para um cristianismo sem altar; ela nos chama a um culto com alma. Deus quer o coração inteiro, porque só um coração inteiro pode adorar de verdade — e só uma adoração verdadeira pode gerar a caridade que o Reino exige.

2.6. “Não estás longe do Reino”: do reconhecimento ao discipulado

Ao ouvir a resposta do escriba, Jesus faz um elogio raro e preciso: “Vendo Jesus que ele respondera com inteligência, disse-lhe: ‘Não estás longe do Reino de Deus’” (Mc 12,34). A expressão é ao mesmo tempo consoladora e exigente. Consoladora, porque reconhece que aquele homem compreendeu o essencial: Deus é um, e o amor a Deus e ao próximo é o coração da Lei. Exigente, porque revela que ainda há uma distância — pequena, mas real — entre entender e entrar.

“Não estás longe” indica um limiar. É possível estar perto do Reino por reconhecer a verdade, por admirar a resposta de Jesus, por concordar com o mandamento do amor… e, ainda assim, não ter dado o passo decisivo. O Reino não é apenas uma ideia correta sobre Deus; é a soberania de Deus acolhida na vida, é conversão concreta, é obediência confiante, é seguir o Messias. Em Marcos, a proximidade do Reino sempre chama à decisão: deixar o pecado, abandonar a própria segurança, romper com ídolos ocultos, e aderir a Cristo com fé viva.

Assim, Jesus não humilha o escriba; Ele o convida. Como quem diz: “já viste a porta; agora atravessa”. A verdadeira inteligência, no Evangelho, é aquela que se deixa transformar. Reconhecer o mandamento maior é um grande começo; mas entrar no Reino pede mais do que assentimento: pede entrega. E essa entrega tem um nome simples e exigente: discipulado.

2.7. Aplicações católicas: vida sacramental, caridade e unidade de vida

Se Jesus confirma o Shemá como coração da Lei, então a pergunta decisiva para nós é prática: onde e como esse amor se torna real? Na vida católica, ele se alimenta na fonte: a oração e os sacramentos. Amar a Deus “com todo” não é esforço voluntarista; é resposta à graça. Por isso, a Missa dominical (e, quando possível, a participação mais frequente) educa o coração para adorar com verdade; a Confissão cura o que divide interiormente e restitui a unidade; a Eucaristia fortalece a caridade, para que o amor a Deus se traduza em amor ao próximo.

E esse amor ao próximo precisa de forma concreta: perdão, paciência, obras de misericórdia, justiça nas escolhas diárias, fidelidade aos deveres do próprio estado de vida. Assim, o Evangelho impede uma fé fragmentada: culto sem caridade vira formalismo; caridade sem Deus perde o rumo. O Reino cresce quando a vida inteira é ordenada por esse duplo mandamento, vivido em Cristo e com Cristo.

 

CONCLUSÃO

Marcos nos deixou uma cena curta, mas inesquecível: no próprio Templo, Jesus revela o centro da Lei e, com isso, revela também o centro do coração humano. O Shemá não é relativizado; é confirmado. Deus é um, e merece um amor sem reservas. E esse amor, longe de se fechar em intimismo, desdobra-se necessariamente no amor ao próximo, porque ninguém pode amar o Pai e desprezar os seus filhos.

A palavra do escriba — “vale mais do que holocaustos e sacrifícios” — não destrói o culto, mas o purifica. Deus não se agrada de ritos sem verdade, nem de devoções que não geram conversão. O culto verdadeiro nasce da fé e culmina na caridade; e a caridade, para permanecer, precisa beber na fonte da adoração. Em Cristo, essa unidade alcança sua plenitude: Ele é o Sacerdote e a Vítima, o amor perfeito oferecido ao Pai e entregue pelos irmãos. Nele aprendemos que a liturgia exige uma vida santa, e a vida santa é sustentada pela liturgia.

Por isso, a frase final de Jesus permanece como um chamado pessoal: “Não estás longe do Reino de Deus”. Estar perto é grande graça; mas o Reino pede passagem, entrega, discipulado. Não basta aprovar a resposta de Jesus; é preciso segui-lo. O coração não entra no Reino por admiração, mas por conversão: renunciar aos ídolos, ordenar as prioridades, perdoar, reparar, servir, e permanecer na graça.

Que esta meditação nos conduza a um exame sincero: meu amor a Deus é total? meu amor ao próximo é real? minha vida de oração e sacramentos alimenta a caridade? Se respondemos com humildade, o Senhor fará o resto. Ele nos toma pela mão e nos faz atravessar o limiar, para que, já nesta vida, comecemos a habitar o Reino que um dia veremos face a face para sempre.

 

ORAÇÃO DE ENCERRAMENTO

Senhor Jesus Cristo, Mestre verdadeiro, Tu confirmaste o Shemá como o coração da Lei. Dá-nos a graça de escutar-te com humildade e de amar o Pai com todo o nosso coração, com toda a nossa alma, com todo o nosso entendimento e com toda a nossa força. Purifica nossa adoração de toda rotina vazia e faze de nossa vida um culto em espírito e verdade.

Derrama em nós o Espírito Santo, para que o amor a Deus se transforme em caridade concreta: paciência, perdão, justiça, misericórdia, serviço aos irmãos. Livra-nos dos ídolos escondidos que dividem o coração e prende-nos a Ti com fidelidade.

Faze-nos passar do “não estás longe” ao “entra”: do entendimento à conversão, da admiração ao discipulado. Que a Eucaristia nos alimente, que a Confissão nos cure, e que a tua Palavra nos conduza todos os dias ao Reino. Amém.

Texto-base: Marcos 12, 28b-34

28b “Qual é o primeiro de todos os mandamentos?” 29 Jesus respondeu: “O primeiro é: Escuta, Israel: o Senhor nosso Deus é o único Senhor. 30 Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com toda a tua força. 31 O segundo é este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.” 32 O escriba lhe disse: “Muito bem, Mestre! Com verdade disseste que Ele é um, e não há outro além d’Ele; 33 e amá-lo com todo o coração, com todo o entendimento e com toda a força, e amar o próximo como a si mesmo vale mais do que todos os holocaustos e sacrifícios.” 34 Vendo Jesus que ele respondera com inteligência, disse-lhe: “Não estás longe do Reino de Deus.” E ninguém mais ousava interrogá-lo.

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