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Enviados na Simplicidade do Reino

Liturgia Diária:

Dia 26/01/2026 – Segunda-feira


Evangelho: Lucas 10,1-9

Naquele tempo, o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, à sua frente, a toda cidade e lugar para onde Ele próprio devia ir. E dizia-lhes: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da messe que envie trabalhadores para a sua messe. Eis que eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias, e não cumprimenteis ninguém pelo caminho. Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ Se ali morar um filho da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. Permanecei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não passeis de casa em casa. Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, curai os doentes que nela houver e dizei ao povo: ‘O Reino de Deus está próximo de vós’.”

Jesus envia os setenta e dois discípulos em missão, dois a dois, ensinando-os a anunciar o Reino de Deus pelos caminhos da Galileia.

Reflexão:

O Evangelho apresenta a missão como iniciativa do próprio Senhor, que escolhe e envia discípulos para preparar sua chegada. No sentido literal, Jesus envia setenta e dois, número que recorda a universalidade do chamado, indicando que o anúncio do Reino não se limita aos Doze, mas alcança toda a Igreja. A urgência da missão nasce da abundância da messe e da escassez de trabalhadores.

Alegoricamente, os discípulos enviados dois a dois manifestam a comunhão eclesial, pois ninguém anuncia o Evangelho isoladamente. São Cirilo de Jerusalém ensina que “Cristo precede os seus enviados, porque é Ele quem age por meio deles” (Catecheses, XIII, 27). A paz anunciada não é simples saudação, mas dom messiânico que brota da presença de Deus.

No plano moral, Jesus pede desapego e confiança radical na Providência. Não levar bolsa nem sacola significa depender inteiramente de Deus e da acolhida dos irmãos. O Catecismo recorda que a missão cristã exige pobreza de espírito e liberdade interior (CIC, 2544). O discípulo não busca segurança em bens, mas na fidelidade à palavra recebida. Santo Ambrósio afirma: “Quem anuncia o Reino deve viver como sinal do Reino” (Expositio Evangelii secundum Lucam, VII, 84).

Anagogicamente, a proclamação do Reino aponta para sua plenitude futura, quando Deus reinará plenamente sobre todas as coisas. As curas realizadas pelos discípulos são sinais antecipados da restauração definitiva da humanidade. Cada gesto de misericórdia anuncia o mundo novo que se aproxima.

Este Evangelho interpela a Igreja de todos os tempos. A missão não é estratégia humana, mas obediência confiante ao Senhor da messe. O discípulo é chamado a ir, mesmo em meio às dificuldades, como cordeiro entre lobos, sustentado pela paz que vem de Cristo. Anunciar que o Reino está próximo é tornar visível, com palavras e obras, a presença salvadora de Deus. Assim, cada fiel é convidado a reconhecer-se enviado, vivendo a simplicidade, a confiança e a caridade como testemunho autêntico do Evangelho no mundo.


Pensamentos para Reflexão Pessoal:

1. Tenho consciência de que também sou enviado por Cristo?

2. Em que seguranças humanas ainda confio mais do que em Deus?

3. Minha vida anuncia que o Reino de Deus está próximo?


Mensagem Final:

Jesus continua enviando discípulos para preparar os caminhos do Reino. Ele pede corações disponíveis, simples e confiantes. Não temas a fragilidade nem as dificuldades da missão. Vive do essencial, anuncia a paz e pratica a misericórdia. Onde o discípulo chega com fidelidade, o Reino de Deus se aproxima, cura, transforma e faz nascer esperança verdadeira no mundo e na Igreja.

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