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Santos Simão e Judas: chamados à missão apostólica

há 11 minutos
3 min de leitura

Liturgia Diária:

Dia 28/10/2026 - quarta-feira


Evangelho: Lucas 6,12–19

Naqueles dias, Jesus saiu para o monte a fim de orar e passou a noite inteira em oração a Deus. Quando amanheceu, chamou seus discípulos e escolheu dentre eles doze, aos quais deu o nome de apóstolos: Simão, a quem deu também o nome de Pedro, e André, seu irmão; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelota; Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, que se tornou traidor. Descendo com eles, Jesus parou num lugar plano. Ali estava uma grande multidão de seus discípulos e muito povo de toda a Judeia, de Jerusalém e da região costeira de Tiro e Sidônia. Tinham vindo para ouvi-lo e ser curados de suas enfermidades; também os atormentados por espíritos impuros eram curados. Toda a multidão procurava tocá-lo, porque dele saía uma força que a todos curava.

Jesus ensina aos discípulos e à multidão em uma colina da Galileia, após escolher os doze apóstolos, conforme o Evangelho de Lucas 6,12–19.

Reflexão:

Na Festa dos Santos Simão e Judas, Apóstolos, a Igreja contempla o momento em que Jesus escolhe os Doze. São Lucas situa essa decisão depois de uma noite inteira de oração. Antes do envio missionário e da organização visível do grupo apostólico, aparece a comunhão do Filho com o Pai. A escolha não nasce de cálculo político nem de critérios de prestígio. É parte do desígnio de Cristo, que reúne discípulos para permanecerem ligados à sua pessoa e participarem de sua missão.

O evangelista enumera nomes concretos, com histórias e temperamentos distintos. Entre eles estão Simão, chamado Zelota, e Judas, identificado como filho de Tiago. Este último não deve ser confundido com Judas Iscariotes, mencionado separadamente como aquele que se tornou traidor. A tradição litúrgica celebra Simão e Judas juntos, honrando seu testemunho apostólico. Os pormenores posteriores de sua atividade missionária, transmitidos por tradições diversas, exigem cautela histórica e não são necessários para compreender a mensagem principal do Evangelho.

O Catecismo afirma que Jesus escolheu os Doze para partilharem sua missão e sua autoridade (CIC 551). Essa eleição constitui um fundamento da dimensão apostólica da Igreja. Ela permanece edificada sobre o testemunho daqueles que receberam do Senhor a missão de anunciar o Reino, guardar a fé e servir à comunhão dos discípulos. A apostolicidade, portanto, não é simples homenagem ao passado, mas vínculo constitutivo entre a Igreja presente e a missão confiada por Cristo aos primeiros enviados (CIC 857).

Depois da escolha, Jesus desce com os apóstolos até a multidão. Pessoas provenientes de diferentes regiões aproximam-se para ouvi-lo e receber cura. A passagem une oração, chamado e serviço. A intimidade com Deus não produz isolamento indiferente, mas fecundidade na missão. Cristo permanece a fonte da força que cura e salva; os apóstolos são testemunhas e servidores, jamais substitutos de sua soberania divina.

A oração antes da eleição dos Doze ensina algo sobre a origem da autoridade apostólica. Seu fundamento não está na preferência da multidão, mas no chamado de Jesus. O serviço eclesial recebe sentido da fidelidade à missão daquele que envia.

A festa recorda ainda que a santidade é resposta pessoal à graça recebida. Simão e Judas são venerados não porque possuíam grandeza segundo o mundo, mas porque pertencem ao grupo escolhido para proclamar o Senhor. A fidelidade apostólica encontra continuidade na fé professada, na vida sacramental e no testemunho da Igreja, sempre sustentados pela oração e pela graça.

Pensamentos para Reflexão Pessoal:

1. Reconheço minha fé como dom recebido através da missão apostólica da Igreja?

2. Como posso testemunhar Cristo com maior fidelidade em minha comunidade?

3. Que lugar ocupa a oração no discernimento de minha vocação e missão?

Mensagem Final:

Na Festa de São Simão e São Judas, a Igreja celebra a fidelidade de Cristo, que escolheu e enviou seus apóstolos. A missão nasce da oração e conduz ao serviço. Hoje, reze pela Igreja e por seus pastores, agradecendo o dom da fé apostólica. Procure testemunhar o Evangelho com simplicidade, firmeza e caridade, em comunhão com Cristo, nosso único Senhor.

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