Credo (2): Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor e Salvador
- escritorhoa
- 19 de jan
- 12 min de leitura
INTRODUÇÃO
No centro do Credo, a Igreja coloca um Nome e um Título que decidem o sentido da vida: Jesus Cristo. Não se trata apenas de recordar um personagem do passado, mas de confessar uma presença viva e uma verdade que exige resposta. Ao dizer “Creio em Jesus Cristo”, o cristão afirma que Deus não permaneceu distante diante da miséria humana. Ele entrou na história, falou conosco, tomou a nossa carne e realizou aquilo que nós não poderíamos realizar: a salvação. Por isso, este artigo do Credo é o coração pulsante da fé: nele reconhecemos quem é Jesus e o que Ele faz por nós.
A profissão é precisa e cheia de conteúdo. “Jesus” é o Nome que anuncia: Deus salva. Ele não veio apenas ensinar boas ideias ou melhorar a sociedade; veio libertar do pecado e abrir o caminho da vida nova. “Cristo” significa o Ungido: Profeta que revela a verdade, Sacerdote que oferece o sacrifício perfeito, Rei que reúne e governa o povo de Deus. Em seguida, o Credo toca o ponto decisivo: Ele é “seu único Filho” — não criatura superior, mas verdadeiro Deus, gerado eternamente pelo Pai. E, por fim, nós o chamamos de “Nosso Senhor”, reconhecendo que pertencemos a Ele e que sua autoridade não é opressão, mas caminho de liberdade.
Este artigo, portanto, quer formar em nós uma fé adulta: uma fé que adora, que obedece, que persevera. E quer também curar as falsas imagens de Cristo — reduzido a simples mestre ou líder moral — para que o encontremos como Ele se revela: Salvador vivo, que nos chama à conversão, nos alimenta na Igreja e nos conduz até a plenitude.

JESUS CRISTO: FILHO ÚNICO, SENHOR E SALVADOR
1) “Jesus” — o Nome que anuncia a salvação
No Credo, a Igreja nos faz pronunciar um Nome que não é apenas identificação histórica, mas anúncio de esperança: Jesus. Este Nome carrega uma mensagem inteira: Deus salva. Não se trata de um símbolo vago, nem de um título poético; é a afirmação de que o próprio Deus entrou na nossa condição para nos libertar daquilo que não podíamos vencer sozinhos — o pecado, a morte e a escravidão interior que nos afasta do Pai. Ao dizer “Creio em Jesus”, confesso que a salvação não é conquista do meu esforço, nem prêmio por mérito humano: é dom oferecido por Deus, acolhido pela fé e vivido na conversão.
Jesus é o Salvador prometido, esperado ao longo da história da salvação. Ele não vem apenas para melhorar o mundo exterior, mas para curar a raiz do mal: o coração ferido do homem. Por isso, o seu Nome é como uma porta aberta para os cansados: nele há perdão para o pecador, força para o fraco, luz para o confuso, paz para o aflito. Quando a consciência acusa, quando a memória pesa, quando o desânimo parece mais forte do que a vontade de recomeçar, o Nome de Jesus recorda: Deus não se cansou de salvar; nós é que precisamos voltar a confiar.
Aqui nasce uma aplicação simples e poderosa: invocar o Nome com fé. Não como fórmula supersticiosa, mas como oração filial. Dizer “Jesus” com o coração arrependido é aproximar-se da misericórdia; dizer “Jesus” na tentação é chamar o auxílio do céu; dizer “Jesus” na dor é colocar a cruz nas mãos do Salvador; dizer “Jesus” na alegria é reconhecer a fonte de todo bem. O cristão aprende, assim, a transformar o Nome em vida: confiança em vez de culpa paralisante, esperança em vez de desânimo, perseverança em vez de desistência. Porque, se Deus salva, então sempre existe um caminho de retorno — e esse caminho tem um Nome: Jesus.
2) “Cristo” — o Ungido: Profeta, Sacerdote e Rei
O Credo acrescenta ao Nome “Jesus” um título cheio de densidade bíblica: Cristo, isto é, o Ungido. No Antigo Testamento, eram ungidos com óleo aqueles que recebiam uma missão pública em nome de Deus: profetas, sacerdotes e reis. Ao chamar Jesus de Cristo, a Igreja confessa que nele se cumpre, de modo perfeito e definitivo, tudo o que essas unções anunciavam. Ele é o Ungido por excelência, não com óleo material, mas com a plenitude do Espírito, para realizar a obra da nossa redenção.
Primeiro, Cristo é Profeta: ele revela o Pai e ensina a verdade. Não é apenas um sábio entre outros, nem um mestre que oferece opiniões; ele fala com autoridade divina, porque é a própria Palavra feita carne. Em Cristo, Deus não nos envia somente mensagens: Deus se dá a conhecer. Por isso, seguir Jesus Cristo implica submeter a mente à sua doutrina, permitindo que a verdade corrija nossas ilusões e purifique nossos critérios. Ele ilumina o sentido da vida, desmascara o pecado, revela a dignidade do homem e aponta o caminho da bem-aventurança.
Segundo, Cristo é Sacerdote: ele oferece o sacrifício perfeito e é o único mediador pleno entre Deus e os homens. Os antigos sacrifícios eram sinais e sombras; em Cristo, temos a realidade. Ele oferece a si mesmo: um sacrifício santo, sem mancha, capaz de expiar o pecado e reconciliar o homem com Deus. Essa mediação não é teoria: ela se prolonga sacramentalmente na vida da Igreja, sobretudo na Eucaristia, onde a entrega de Cristo se torna alimento e força. Quem crê em Cristo Sacerdote aprende a viver em atitude de oferta: unir trabalhos e sofrimentos ao seu sacrifício, e fazer da própria vida uma oblação agradável a Deus.
Terceiro, Cristo é Rei: ele reúne o povo de Deus e governa com mansidão e autoridade. Seu reino não é como os reinos deste mundo, fundados em violência e interesse; é reino de verdade e graça, justiça e paz. Ele reina, antes de tudo, no coração que se converte, e reúne os seus na unidade da fé e da caridade. Seu governo é doce, mas real: Cristo não negocia com o pecado, não relativiza o Evangelho, não aprova aquilo que destrói a alma. Ele conduz como Pastor: corrige, orienta, fortalece e defende.
A aplicação é concreta e completa. Se Cristo é Profeta, eu preciso escutar: estudar a fé, acolher o ensinamento da Igreja, deixar-me instruir. Se Cristo é Sacerdote, eu preciso adorar: participar com reverência da liturgia, amar os sacramentos, viver em espírito de oferta. Se Cristo é Rei, eu preciso obedecer: ordenar a vida moral ao seu senhorio, renunciar ao pecado, praticar a virtude e exercer a caridade. Assim, “Jesus Cristo” deixa de ser uma expressão repetida e torna-se o centro da existência: Aquele que eu ouço, adoro e sigo.
3) “Seu único Filho” — verdadeira divindade, eterna filiação
Quando o Credo proclama que Jesus Cristo é “seu único Filho”, a Igreja não está dizendo apenas que Ele é o mais santo dos homens, nem o maior dos profetas, nem uma criatura elevada acima das demais. Ela afirma algo incomparavelmente maior: Jesus é Filho de Deus por natureza, não por adoção; Deus de Deus, gerado eternamente pelo Pai, e não feito no tempo como obra criada. “Filho único” significa, portanto, uma filiação singular, eterna e verdadeira: o Pai nunca existiu sem o Filho; e o Filho possui a mesma divindade do Pai, a mesma majestade, o mesmo poder, a mesma glória.
Essa verdade é a coluna que sustenta toda a fé cristã. Se Cristo fosse apenas uma criatura — ainda que a mais excelente —, Ele não poderia nos unir realmente a Deus; no máximo, poderia apontar caminhos, inspirar virtudes, exortar à justiça. Mas o Evangelho promete mais do que um exemplo: promete redenção, reconciliação, vida nova e participação na vida divina. E isso só é possível porque o Salvador não é apenas “próximo de Deus”, mas é Deus conosco. Sendo verdadeiro Deus, Cristo tem poder de salvar plenamente; e sendo verdadeiro homem, pode representar-nos e carregar nossa condição até o fim, oferecendo ao Pai uma obediência perfeita em nosso nome.
Daqui brota uma consequência imediata: a adoração devida a Cristo. Se Ele é o Filho único, verdadeiro Deus, então não cabe a Ele apenas respeito ou admiração, mas culto de adoração. A fé católica não coloca Jesus entre os “grandes mestres” da humanidade; ela se prostra diante d’Ele como diante do próprio Senhor. Por isso, a liturgia, a oração e a vida sacramental são inseparáveis da confissão da divindade de Cristo: adorá-lo é reconhecer a verdade; negar-lhe adoração é reduzir o mistério.
E aqui entra a aplicação pastoral: precisamos combater as reduções que esvaziam o Credo. Há quem queira um Cristo apenas “mestre de sabedoria”, útil para melhorar a vida; outros o aceitam como “profeta da justiça”, mas rejeitam sua divindade; outros o admiram como “líder moral”, mas se recusam a obedecer ao que Ele ensina sobre pecado, conversão e eternidade. Essas leituras parecem “respeitosas”, mas, no fundo, recusam o núcleo da fé: Cristo não veio apenas instruir, veio salvar; não veio apenas inspirar, veio redimir; não veio apenas oferecer ideias, veio dar a própria vida e comunicar sua graça. Confessar “seu único Filho” é permitir que Cristo seja realmente quem Ele é: Deus que fala, Deus que perdoa, Deus que reina — e, por isso mesmo, Deus que exige de nós fé, adoração e entrega.
4) “Nosso Senhor” — senhorio por natureza e por redenção
O Credo conclui o Artigo II com uma expressão que concentra reverência e compromisso: Jesus Cristo é “Nosso Senhor”. Na linguagem bíblica, “Senhor” não é mero título de cortesia; é nome de autoridade e domínio. E, no caso de Cristo, este senhorio tem um duplo fundamento. Primeiro, Ele é Senhor por natureza, porque é Deus com o Pai e o Espírito Santo. Se o Filho é verdadeiramente divino, então possui pleno direito sobre toda a criação: tudo foi feito por Ele e para Ele, e tudo deve voltar a Ele em louvor e obediência.
Mas o Credo também nos faz reconhecer Cristo como Senhor por redenção. Ele não apenas “tem direito” sobre nós por ser nosso Criador; Ele nos resgatou quando estávamos perdidos. Pagou o preço da nossa libertação não com ouro ou prata, mas com sua entrega total. Por isso, pertencemos a Ele de modo ainda mais profundo: não como escravos humilhados, mas como resgatados, curados e reconduzidos ao Pai. Dizer “Nosso Senhor” é confessar que minha vida tem dono — e esse dono me ama, me chama e me conduz para a liberdade verdadeira.
E aqui está a aplicação decisiva: liberdade cristã não é autonomia sem Deus; é pertencimento a Cristo. O mundo costuma chamar de liberdade a possibilidade de fazer tudo o que se deseja. O Evangelho chama de liberdade a capacidade de fazer o bem, de obedecer à verdade, de vencer o pecado. Quando Cristo reina, o homem não perde dignidade; ele a recupera. Submeter-se ao senhorio de Jesus não é reduzir-se; é sair da escravidão das paixões, do medo e da mentira, para viver na luz. Por isso, professar “Nosso Senhor” implica uma renúncia concreta: renunciar ao pecado, às escolhas que nos desumanizam, às alianças com aquilo que contradiz o Evangelho.
Na prática, essa confissão pede um coração que diga: “Senhor, o que queres que eu faça?” Pede fidelidade aos mandamentos, vida sacramental, luta contra as tentações, perseverança no dever de estado, caridade concreta. Cristo é Senhor não apenas do templo, mas da casa, do trabalho, das decisões, do uso do tempo, dos afetos, do corpo e da consciência. Quando essa verdade desce da boca ao coração, o Credo deixa de ser recitação e torna-se vida: eu pertenço a Cristo — e porque pertenço a Ele, não pertenço mais ao pecado.
5) “Salvador” — encarnação, cruz, ressurreição, ascensão e juízo
Chamar Jesus Cristo de Salvador é confessar que Ele não veio apenas “inspirar” a humanidade, mas resgatá-la. A salvação cristã não é uma ideia abstrata; é um acontecimento: Deus intervém na história para libertar o homem do pecado e conduzi-lo à vida. Por isso, o título “Salvador” se desdobra naturalmente em tudo o que o Credo proclama depois: a encarnação, a cruz, a ressurreição, a ascensão e o juízo. Cada etapa revela um aspecto do mesmo amor redentor.
Na Encarnação, Deus entra no tempo para nos levantar. O Filho eterno assume a nossa carne, não por necessidade, mas por misericórdia. Ele se aproxima do homem até o fundo: nasce, cresce, trabalha, sofre; conhece a fadiga, as lágrimas, a pobreza e a perseguição. Ao assumir a nossa natureza, Cristo honra a dignidade humana e inaugura uma cura que alcança o homem inteiro. O Salvador não nos salva “de longe”: Ele nos salva por dentro, unindo-se a nós para nos conduzir ao Pai.
Na Paixão e Morte, a salvação chega ao seu ápice doloroso e glorioso. Cristo entrega a vida livremente e toma sobre si o peso do pecado do mundo. A cruz não é derrota; é expiação e vitória. Ali o pecado é desmascarado em sua gravidade e vencido em sua raiz: o Filho obedece onde o homem desobedeceu, ama onde o homem negou o amor, persevera onde o homem se perdeu. A cruz é o trono do Salvador: nela, a justiça e a misericórdia se encontram; nela, Deus revela que não negocia com o pecado, mas não desiste do pecador.
Na Ressurreição, o Salvador manifesta que sua obra não termina no sepulcro. Cristo ressuscita para confirmar a verdade de sua palavra e inaugurar a nova vida. A fé cristã não é culto à memória de um morto ilustre; é adesão ao Vivente. A ressurreição é o fundamento da esperança: se Cristo venceu a morte, então a morte não tem a última palavra; se Ele vive, então a graça pode renovar o coração, romper cadeias antigas e recomeçar histórias que pareciam encerradas.
Na Ascensão, Cristo não se afasta por abandono, mas entra na glória para reinar e interceder. Ele eleva a nossa humanidade ao Pai e prepara para nós um lugar. E o Credo anuncia ainda o Juízo, não como ameaça para aterrorizar, mas como certeza de que a história não é absurda: haverá justiça, haverá verdade, haverá consumação. O Salvador é também Juiz: Aquele que foi crucificado por amor julgará com justiça; e seu juízo manifestará, finalmente, o valor de cada escolha feita na luz ou nas sombras.
Tudo isso chega até nós de modo concreto na vida da Igreja. O Salvador nos aplica seus méritos pelos sacramentos: no Batismo, somos lavados e incorporados a Cristo; na Eucaristia, somos alimentados com o próprio Cristo e fortalecidos na caridade; na Penitência, o Salvador nos levanta quando caímos e devolve a paz à alma. Daqui brota a aplicação: viver como salvos — com perseverança diária, combate espiritual, confiança na misericórdia e compromisso de missão. Quem encontrou o Salvador não guarda essa graça como tesouro privado: testemunha com palavras e obras, e chama outros à mesma esperança.
6) Resposta do discípulo: fé que vira seguimento
Se Jesus é Salvador, a resposta não pode ser apenas admiração; deve ser conversão. Crer nele é seguir seus passos: rezar com fidelidade, guardar os mandamentos, romper com o pecado, praticar a caridade concreta e permanecer unido à Igreja, onde Ele nos alimenta e cura. O discípulo aprende a dizer todos os dias: “Senhor, salva-me”, e a viver de modo coerente com essa súplica. Fé verdadeira sempre se torna caminho: escuta, adoração, obediência — até que Cristo seja tudo em todos.
CONCLUSÃO
Ao final deste artigo do Credo, fica claro que a fé cristã não repousa em um ideal, mas em uma Pessoa: Jesus Cristo. O seu Nome nos assegura que Deus salva; o seu título de Cristo nos mostra a amplitude da sua missão; a confissão de que Ele é o Filho único guarda a verdade fundamental de sua divindade; e a proclamação “Nosso Senhor” coloca nossa vida sob seu senhorio. Juntas, essas afirmações formam um só movimento: da mente ao coração, do coração à vida.
Se Jesus fosse apenas um mestre, bastaria admirá-lo. Se fosse apenas um profeta, bastaria ouvi-lo. Mas Ele é mais: é Sacerdote que se oferece por nós e Rei que nos governa; é o Filho eterno que pode salvar plenamente; é o Senhor que reivindica com amor o que resgatou com sangue. Portanto, crer nele não pode ser apenas um “sentimento religioso”: é rendição da vida inteira. É aceitar que a verdade tem rosto; que a graça tem fonte; que a liberdade tem um trono: Cristo.
Essa fé se torna concreta na caminhada sacramental e moral: pelo Batismo, pertencemos a Cristo; pela Penitência, Cristo nos levanta quando caímos; pela Eucaristia, Cristo nos alimenta e fortalece. E se Ele é Salvador, a resposta é perseverar — com oração, mandamentos, caridade — e assumir a missão de testemunhar que há esperança para todo homem. Quem confessa o Credo com sinceridade aprende a dizer, com toda a existência: Jesus é o meu Senhor — e, por isso, não me entrego ao pecado, não me rendo ao desânimo, não vivo sem rumo. Nele, a história encontra sentido; nele, o coração encontra casa; nele, a salvação deixa de ser promessa distante e se torna vida já começada.
ORAÇÃO DE ENCERRAMENTO
Ó Jesus Cristo, meu Salvador, eu Te adoro e Te bendigo, porque vieste ao mundo para me resgatar do pecado e me conduzir ao Pai. Eu creio que Tu és o Cristo, o Ungido, verdadeiro Deus e verdadeiro homem; recebe a minha fé e firma o meu coração na tua verdade.
Senhor, Profeta eterno, ensina-me a escutar tua Palavra com humildade; Sacerdote santo, faze-me amar a Eucaristia e viver em espírito de oferta; Rei manso e poderoso, reina em minha vida, ordena meus afetos e fortalece-me para renunciar ao pecado e escolher o bem.
Salvador misericordioso, levanta-me quando eu cair, consola-me nas provações e dá-me perseverança até o fim. Concede-me viver unido à tua Igreja, com oração fiel, caridade concreta e coração missionário, para que outros também conheçam teu Nome e encontrem em Ti a esperança. Amém.
REFERÊNCIAS
Council of Trent. Catechismus ex decreto Sacrosancti Concilii Tridentini ad Parochos (Catecismo Romano). Romae: In aedibus Populi Romani, 1566.
Council of Trent. The Roman Catechism: The Catechism of the Council of Trent for Parish Priests. Translated by John A. McHugh and Charles J. Callan. New York: Joseph F. Wagner, 1923.
Pius X. Compendio della dottrina cristiana prescritto da Sua Santità Papa Pio X alle diocesi della provincia di Roma. Roma: Tipografia Vaticana, 1905.




Comentários