Credo (4): Creio na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna
- escritorhoa
- há 2 dias
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INTRODUÇÃO
Há três experiências que atravessam a vida de todo homem, cedo ou tarde: a culpa, a morte e o medo do vazio. A culpa pesa quando percebemos que fizemos o mal, ferimos o outro, rompemos com Deus — e então surge a pergunta: “Ainda existe perdão para mim?” A morte nos assombra porque parece apagar tudo, desfazer vínculos, calar promessas — e então perguntamos: “É este o fim?” E o vazio aparece quando o coração, mesmo cercado de coisas, percebe que nada aqui sacia totalmente — e então sentimos: “Se tudo passa, para que viver?”
O Credo responde a esses três abismos com três luzes que não são consolos psicológicos, mas promessas divinas. Primeiro: a remissão dos pecados. Deus não ignora o pecado, mas oferece reconciliação real em Cristo, e põe na Igreja meios concretos de perdão e cura. Segundo: a ressurreição da carne. A fé cristã não se contenta com a ideia de que “algo de nós continua”; ela proclama que Deus quer salvar o homem inteiro e vencer definitivamente a morte, como já venceu em Jesus ressuscitado. Terceiro: a vida eterna. Não um prolongamento infinito de dias iguais, mas a plenitude do encontro com Deus, a bem-aventurança para a qual fomos criados.
Este artigo, que encerra o Símbolo, não nos tira do mundo: dá-nos um horizonte para viver no mundo com esperança e seriedade. Ele ensina a recomeçar sem desespero, a atravessar o luto sem perder a direção e a ordenar a vida presente ao seu fim verdadeiro: Deus. É o Credo como medicina da alma e bússola do caminho cristão.

PERDÃO, RESSURREIÇÃO E VIDA ETERNA: A ESPERANÇA CRISTÃ
1) “Remissão dos pecados”: necessidade e promessa do Evangelho
Ao professarmos no Credo: “Creio na remissão dos pecados”, tocamos numa das necessidades mais profundas do coração humano. O pecado não é apenas um “erro”, nem uma imperfeição inevitável da psicologia; é uma ruptura real: rompe a amizade com Deus, fere a consciência, desordena os afetos e enfraquece a vontade. Ele não é só “algo que acontece”, mas um ato pelo qual a criatura se afasta do Criador, recusando a ordem do amor. Por isso, não basta que o homem “se perdoe a si mesmo” ou que apenas “siga em frente” como se nada tivesse ocorrido. A alma precisa de algo maior: precisa do perdão divino, que não apenas absolve, mas cura e restaura.
O Evangelho é, precisamente, a boa notícia de que Deus não deixou o homem prisioneiro dessa ruptura. Cristo veio para tirar o pecado do mundo, e a sua misericórdia não se limita a palavras de consolo: é uma obra objetiva, conquistada na cruz e aplicada às almas pela graça. Por isso, a remissão dos pecados é promessa central do Evangelho: Deus não apenas denuncia o pecado; Ele oferece um caminho verdadeiro de reconciliação. Onde o pecado multiplicou a miséria, Deus derrama o remédio; onde a culpa paralisa, Deus abre o recomeço; onde a vergonha fecha a boca, Deus chama à confissão humilde.
E essa promessa não ficou suspensa no ar, como se fosse um “ideal espiritual” sem meios concretos. Cristo confiou à Igreja o anúncio e o ministério do perdão. Ele manda pregar a penitência e a remissão; e entrega aos seus apóstolos e sucessores uma autoridade real para ligar e desligar, reter e perdoar, não como concorrência a Deus, mas como instrumento escolhido por Ele. A Igreja, portanto, não “inventa” o perdão: ela o administra em nome de Cristo, aplicando aos pecadores arrependidos os méritos do Redentor. O perdão é de Deus; o ministério visível é da Igreja, para que a graça alcance o homem também por sinais e atos concretos.
Daqui nasce uma aplicação decisiva para a vida cristã: esperança para os pecadores. A fé na remissão dos pecados impede dois abismos. O primeiro é o desespero, que diz: “não há saída para mim; Deus não pode me receber”. Isso é mentira: a misericórdia é maior do que nossas quedas, desde que haja arrependimento sincero. O segundo abismo é o relativismo, que diz: “não existe pecado; não preciso de perdão”. Isso também é mentira: negar o pecado é fechar a porta ao médico e transformar a ferida em infecção. Crer na remissão é, ao mesmo tempo, reconhecer a gravidade do pecado e confiar na potência do perdão. É caminhar com realismo e esperança: realismo diante da própria fraqueza, esperança diante da misericórdia de Deus.
2) Onde e como recebemos o perdão: Batismo e caminho penitencial
A fé católica não fala do perdão como teoria, mas como dom recebido por meios instituídos por Cristo. O primeiro e fundamental é o Batismo. Nele, Deus concede uma remissão plena: apaga o pecado original e todos os pecados pessoais até então cometidos; lava a alma, infunde a graça santificante e faz do homem uma criatura nova. É verdadeiro novo nascimento: o batizado passa a pertencer a Cristo, é incorporado ao seu Corpo e recebe o princípio da vida sobrenatural. Por isso, o Batismo não é apenas “rito de entrada” numa comunidade; é evento de salvação, início de uma vida que não vem da carne nem do mundo, mas da graça.
No entanto, a Igreja é mãe realista: sabe que, após o Batismo, o cristão permanece em combate. A concupiscência e as fraquezas continuam, e o homem pode cair novamente em pecado. A pergunta então surge: se o Batismo foi pleno, existe remédio depois da queda? A resposta do Evangelho é consoladora: sim. Cristo não deixou a Igreja sem cura para os batizados que pecam. Ele confiou-lhe o poder das chaves, isto é, uma autoridade verdadeira para reconciliar o pecador arrependido com Deus e com a comunhão eclesial. Esse caminho ordinário recebe forma sacramental na Penitência (Confissão), que não é humilhação sem sentido, mas medicina e tribunal de misericórdia: medicina porque cura e fortalece; tribunal porque pronuncia, com autoridade, a absolvição em nome de Cristo.
Para que esse perdão seja recebido frutuosamente, a tradição católica sempre destacou disposições interiores claras. A primeira é a contrição: dor verdadeira pelos pecados cometidos, não apenas por medo das consequências, mas por ter ofendido a Deus, sumo Bem. Essa contrição pode ser mais perfeita quando nasce do amor a Deus, e pode ser também inicial quando nasce do temor; mas precisa ser real, sincera, concreta. A segunda disposição é a confissão: abrir a própria consciência diante do ministro de Cristo, com humildade e verdade, acusando os pecados sem disfarces, sem autojustificativas, sem teatralidade. A confissão educa a alma, quebra o orgulho e devolve a objetividade: o pecado não é “uma fase”; é uma ferida que precisa ser mostrada ao médico.
A terceira disposição é o propósito firme de emenda: desejar mudar de vida, cortar ocasiões de pecado, ordenar hábitos, reparar decisões. Não significa prometer que nunca mais se cairá por fraqueza, mas significa não querer permanecer no pecado, nem brincar com ele. E a quarta disposição é a satisfação (penitência): aceitar uma obra concreta indicada pelo confessor, unindo-a ao sacrifício de Cristo, e buscar também a reparação do mal causado. A penitência não “compra” o perdão — que é gratuito —, mas coopera com a cura: ajuda a educar o coração, a purificar a memória e a reordenar a vida.
Tudo isso tem aplicação direta no cotidiano. Crer na remissão dos pecados pede uma vida sacramental frequente: não viver meses e anos longe do confessionário como se a alma não adoecesse; mas recorrer, com humildade e confiança, ao remédio que Deus providenciou. Pede também um exame de consciência honesto: olhar a própria vida à luz dos mandamentos e do Evangelho, reconhecendo quedas concretas, atitudes repetidas, omissões de caridade, pecados de língua, de pureza, de justiça, de orgulho. E pede reparação: devolver o que foi tomado, pedir perdão a quem foi ferido, restaurar o bom nome quando possível, desfazer injustiças, corrigir escândalos, reatar deveres negligenciados. Quem recebeu misericórdia deve tornar-se misericordioso; quem foi perdoado deve aprender a reparar.
Assim, o cristão vive entre dois polos saudáveis: não normaliza o pecado, mas também não perde a esperança. Ele caminha com humildade, confessa com sinceridade, recebe a absolvição com gratidão e recomeça com propósito. A remissão dos pecados deixa de ser frase do Credo e torna-se experiência viva: Deus me perdoa para que eu viva; e me levanta para que eu caminhe rumo à ressurreição e à vida eterna.
3) “Ressurreição da carne”: vitória de Deus sobre a morte
Quando o Credo proclama: “Creio na ressurreição da carne”, ele não está falando apenas de uma “sobrevivência da alma” depois da morte. A fé cristã certamente afirma que a alma não se dissolve com o fim do corpo; porém, ela vai além: Deus quer salvar o homem inteiro. O corpo não é um acessório descartável, nem uma prisão da alma; ele pertence à identidade da pessoa. Por isso, a redenção de Cristo alcança também a nossa corporeidade. A morte, que parece desmentir toda esperança, é enfrentada pelo poder de Deus: assim como Cristo ressuscitou verdadeiramente, também nós ressuscitaremos.
Essa doutrina ilumina uma verdade profunda: a criação de Deus é boa, e a nossa história não termina num “apagão”. O corpo, marcado pela fragilidade e pela enfermidade, não será abandonado para sempre. Deus não salva apenas ideias ou sentimentos; Ele salva pessoas reais, com corpo e alma. É por isso que o Credo insiste na expressão “da carne”: para afastar interpretações que reduziriam a esperança cristã a algo puramente espiritual, como se o fim último fosse simplesmente “virar espírito”. A promessa é maior: o mesmo corpo que hoje participa do combate, da oração, do trabalho e do sofrimento será, pela graça, elevado a uma condição gloriosa.
Aqui surge uma pergunta inevitável: como pode ser o mesmo corpo, se ele se corrompe, se desfaz, se transforma? A fé responde com equilíbrio: haverá continuidade e transfiguração. Continuidade, porque não se trata de uma “troca de identidade”, como se Deus criasse um corpo diferente e pronto; é a mesma pessoa que ressuscita, e o corpo pertence à pessoa. Transfiguração, porque o corpo ressuscitado não retorna simplesmente ao modo de vida atual, sujeito à doença e à morte; ele é elevado a uma condição nova, conformada à vitória de Cristo. Não é uma volta ao “antes”, mas uma passagem ao “mais”: a mesma realidade assumida e glorificada.
A catequese clássica, seguindo a tradição cristã, costuma falar de qualidades do corpo glorioso. Em linguagem simples, podemos dizer: ele será incorruptível (não mais sujeito à decomposição e à morte), impassível (livre das dores e desordens que hoje nos ferem), e plenamente submisso à alma no bem. Muitos autores também mencionam, para expressar essa novidade, a claridade (uma participação na glória, como transparência da vida divina), a agilidade (prontidão e liberdade no movimento, sem peso e cansaço como hoje) e a sutileza (um modo de existência transformado, no qual o corpo é totalmente governado pelo espírito). Não se trata de curiosidade sobre “como será”, mas de um anúncio espiritual: Deus não nos promete apenas “continuar existindo”; Ele promete restaurar e glorificar, vencendo definitivamente tudo o que hoje nos humilha.
Essa esperança tem consequências imediatas para a vida cristã. Primeiro, reafirma a dignidade do corpo. Se o corpo está destinado à ressurreição, ele não pode ser tratado como objeto de uso, de exploração ou de desprezo. Isso ilumina a moral cristã: a castidade, o respeito pela vida, o cuidado com os doentes, a sobriedade, a rejeição de tudo o que desumaniza o corpo. O cristão aprende a ver o próprio corpo como dom e responsabilidade, chamado a servir a Deus — não como ídolo a ser adorado, nem como fardo a ser odiado.
Segundo, dá um sentido cristão ao sofrimento. A fé não romantiza a dor, mas mostra que ela não é inútil quando unida a Cristo. O corpo sofrido, que hoje participa da cruz, está destinado à glória. Assim, a enfermidade, a limitação e o envelhecimento não são apenas “perdas”; podem tornar-se lugar de purificação, de oferta e de amor. A esperança da ressurreição não elimina lágrimas, mas impede a revolta desesperada: Deus recolhe o sofrimento e o transfigura.
Terceiro, ela sustenta a esperança no luto. A morte é inimiga, e a separação dói. Mas o cristão chora com esperança: não nega a realidade da morte, porém confessa que ela não é definitiva. Os funerais, as orações pelos falecidos e o respeito pelos restos mortais expressam essa fé: aquele corpo não é lixo da história, mas semente lançada na terra, aguardando o dia em que Deus chamará cada um pelo nome. Crer na ressurreição da carne é atravessar o vale escuro sem perder a direção: a última palavra não será do túmulo, mas de Deus.
4) “Vida eterna”: fim último, bem-aventurança e juízo
A última frase do Credo — “Creio na vida eterna” — é o ápice da esperança cristã. Ela não se reduz a dizer que “vamos durar para sempre”, como se a eternidade fosse apenas uma linha sem fim. Vida eterna, na fé católica, é plenitude: plenitude de verdade, de amor e de alegria; plenitude da vocação humana. É a vida com Deus, em Deus, para Deus — não como ideia, mas como comunhão real. É aquilo para o qual fomos criados desde o princípio e para o qual Cristo nos resgatou.
O nome próprio dessa plenitude é o Céu. E o Céu não é apenas um lugar “lá em cima”, mas o estado de perfeita união com Deus: contemplá-lo, amá-lo sem mistura, alegrar-se n’Ele sem medo de perder. A tradição cristã fala da visão beatífica: ver Deus como Ele é, na medida em que a criatura pode recebê-lo. Essa visão não é fria contemplação intelectual; é a felicidade total que nasce do encontro definitivo com o Bem infinito. Ali, nada falta; nada ameaça; nada se corrompe. A alegria do Céu não é distração: é repouso no Amor que finalmente satisfaz a sede humana.
Contudo, o Credo também nos educa para a seriedade: essa vida eterna está ligada ao juízo. Deus é misericordioso, mas também é justo; e nossa liberdade tem peso real. Haverá um encontro com a verdade da nossa vida: aquilo que fomos, aquilo que escolhemos, aquilo que amamos. O juízo não deve ser pregado como terror que paralisa, mas como luz que desperta responsabilidade. Deus não nos criou para o vazio; criou-nos para o amor. E o amor se comprova em escolhas concretas: fé viva, conversão, obras de misericórdia, fidelidade aos mandamentos. A esperança cristã não é licença para viver de qualquer modo; é força para viver de modo santo.
A aplicação espiritual é direta: viver com os olhos no fim. Isso não significa desprezar a vida presente, mas ordená-la. Quando se perde o horizonte da eternidade, o coração se apega a migalhas e se angustia com o passageiro; quando se recupera esse horizonte, nasce liberdade interior. Ordenar os desejos é aprender a usar os bens sem idolatria, a buscar a vontade de Deus acima do próprio capricho, a preferir o que permanece ao que passa. E aqui a caridade aparece como “moeda” do Céu: não no sentido de comprar a salvação, mas no sentido de revelar o que realmente amamos. A vida eterna começa, de certo modo, já aqui, quando a graça nos faz viver em amizade com Deus e amar o próximo por amor a Ele.
Crer na vida eterna é caminhar com esperança e sobriedade: esperança, porque Deus nos chama à alegria perfeita; sobriedade, porque a liberdade é séria. No fim, não permanecerá o que foi exibido, mas o que foi amado. E quem aprende a amar de verdade, já começou a viver a eternidade.
5) Síntese espiritual: três antídotos para três medos
O Credo termina como remédio para as três angústias mais comuns do coração humano. Contra a culpa, ele proclama a remissão dos pecados: Deus não apenas aponta o mal, mas oferece perdão real e caminho de reconciliação, para que ninguém fique preso ao passado. Contra a morte, ele anuncia a ressurreição da carne: a última palavra não pertence ao túmulo, mas ao Deus vivo que restaura o homem inteiro. Contra o vazio, ele promete a vida eterna: não um prolongamento sem sentido, mas a plenitude do encontro com Deus. Assim, a fé cura a alma: do peso ao recomeço, do fim à esperança, da ansiedade à finalidade.
CONCLUSÃO
Chegando ao fim do Credo, a Igreja não nos deixa com teorias, mas com esperança concreta. Creio na remissão dos pecados: isso significa que a culpa não precisa ser o último capítulo. Deus, em Cristo, abriu um caminho real de reconciliação e colocou em nossas mãos meios santos — Batismo e Penitência — para que o pecador arrependido seja perdoado e curado. A fé, aqui, é realista: reconhece a gravidade do pecado, mas recusa o desespero; chama à conversão, mas sustenta com misericórdia.
Creio na ressurreição da carne: isso significa que a morte não é um destino fechado. Deus não salva apenas a alma “à distância”; Ele salva o homem inteiro. O corpo, tão vulnerável nesta vida, não é lixo do tempo, mas parte da pessoa chamada à glória. Essa verdade protege a dignidade humana, dá sentido cristão ao sofrimento e consola os que choram: o sepulcro não é a palavra final. Em Cristo ressuscitado, a esperança tem fundamento e a lágrima encontra direção.
Creio na vida eterna: isso significa que o coração humano tem um fim maior do que o que o mundo pode oferecer. A eternidade não é monotonia infinita, mas plenitude: comunhão com Deus, alegria sem perda, amor sem mistura. E, justamente por ser promessa séria, ela vem acompanhada da seriedade do juízo: nossa liberdade conta; nossas escolhas têm peso; a caridade e a fidelidade não são detalhes.
Assim, o Credo termina formando um cristão esperançoso e firme: que se confessa e recomeça; que sofre e oferece; que trabalha e ordena seus desejos; que vive no tempo com o olhar na eternidade. No fim, permanecerá o que foi amado. E quem crê nessas promessas aprende a viver já agora como cidadão do Céu — com fé viva, esperança perseverante e caridade concreta, até que Deus seja tudo em todos.
ORAÇÃO DE ENCERRAMENTO
Senhor Deus, Pai de misericórdia, eu Te louvo porque, em Jesus Cristo, me concedeste a remissão dos pecados. Dá-me verdadeira contrição, humildade para confessar minhas faltas e firme propósito de emenda, para que eu não brinque com o pecado, mas caminhe na tua amizade e na tua paz.
Fortalece minha esperança na ressurreição da carne. Sustenta-me nas dores do corpo e nas provações desta vida, para que eu una meus sofrimentos à cruz de Cristo. Consola os que choram seus mortos e ensina-nos a esperar com fé, certos de que a morte não é o fim, mas passagem para o encontro contigo.
E concede-me desejar e buscar a vida eterna acima de tudo. Ordena meus afetos, purifica meus desejos e faz crescer em mim a caridade, para que eu viva hoje como quem caminha para o Céu. Guarda-me na perseverança final e recebe-me, por tua graça, na alegria dos santos. Amém.
REFERÊNCIAS
Council of Trent. Catechismus ex decreto Sacrosancti Concilii Tridentini ad Parochos (Catecismo Romano). Romae: In aedibus Populi Romani, 1566.
Council of Trent. The Roman Catechism: The Catechism of the Council of Trent for Parish Priests. Translated by John A. McHugh and Charles J. Callan. New York: Joseph F. Wagner, 1923.
Pius X. Compendio della dottrina cristiana prescritto da Sua Santità Papa Pio X alle diocesi della provincia di Roma. Roma: Tipografia Vaticana, 1905.




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